Creio eu, que o melhor lugar para se viver seja dentro de um abraço. Nos sentimos protegidos de tudo e todos.
Antonio Neto.  
Sou aquele café amargo, a chuva inesperada. A mais forte dose de vodka, mas também o doce do mel. Também posso ser um pássaro preso na gaiola. A noite sem luar. Sou a festa que acabou em desastres. Sou o arrependimento. Posso ser as despedidas. Sou o coração abatido e o amor não correspondido.
— Inabitável  
É estranho como em um dia somos tudo para alguém e no outro dia, de repente, perdemos toda a importância. Não sei como lidar com isso, na minha mente, quando a gente estabelece um vínculo com alguém, tem que manter. Quando você diz que se importa com uma pessoa, que sente falta dela, deve vir acompanhado de uma visita surpresa. Quando você realmente se importa com alguém, você faz de tudo para vê-la. Mas acho que só eu mesmo é que penso assim. Encontrar gente que valoriza o próximo é raridade hoje em dia. Eu gosto de olho no olho, gosto de ver o sorriso, gosto de estar de corpo junto. Tem coisa melhor do que dividir o seu dia-a-dia com outra pessoa? Ter alguém com quem contar, alguém que se importe realmente com a gente. E eu que sou assim, será que sou exigente demais?
— Nessa Cross e Paula. 
Me recuso a ser infeliz.
Caio F. Abreu.  
Eles nunca vão ficar. Eles prometem mas nunca ficam.
— American Horror Story 
Amo tanto, tanto, tanto, que te deixo em paz.
Tati Bernardi. 
Sabe quando escondem toda a bagunça sob o tapete? Então, a minha eu escondo sob um sorriso.
Coldplay.
Tem beijo que parece mordida, tem mordida que parece carinho. Tem carinho que parece briga, tem briga que aparece pra trazer sorriso. Tem riso que parece choro, tem choro que é por alegria. Tem dia que parece noite, e a tristeza parece poesia. Tem motivo pra viver de novo, tem o novo que quer ter o motivo. Tem aquele que parece feio, mas o coração nos diz que é o mais bonito.
O teatro mágico. 
Porque metade de mim é chatice; e a outra também.
Andava, andava e me sentia cada vez pior. Talvez porque eu ainda estivesse lá, ao invés de voltar pra casa. Eu estava prolongando a agonia. Que espécie de merda era eu? Um sujeito capaz de armar jogadas bem malévolas e alucinadas. E qual a razão? Até quando eu ia ficar dizendo que era apenas uma pesquisa, um simples estudo sobre as mulheres? Eu estava era deixando as coisas acontecerem sem me preocupar muito com elas. Eu não tinha nenhuma consideração por nada além do meu prazerzinho barato e egoísta. Eu parecia um ginasiano mimado. Eu era pior que qualquer puta; uma puta só toma o seu dinheiro, nada mais. Eu bagunçava vidas e almas como se fossem brinquedos. Como é que eu ainda escrevia poemas? Eu era feito de quê, afinal? Eu era um marquês de Sade pangaré, sem o gênio dele. Qualquer assassino era mais sincero e honesto que eu. Ou um estuprador. Não queria botar minha alma em jogo, não queria vê-la exposta a deboches, sacanagens. Sabia muito bem disso tudo. Eu não prestava, essa era a verdade. Podia sentir isso, andando de lá pra cá no tapete. Não prestava. E o pior é que eu passava pelo contrário do que era: um bom sujeito. Eu entrava na vida dos outros porque eles confiavam em mim. Eu aprontava as minhas cagadas com a maior facilidade. Eu estava escrevendo a história de amor de uma hiena.
Charles Bukowski.